Formação sobre Cuidados Paliativos

2007 09 14 Apulia 007 thumbPor iniciativa da Direcção da Associação Católica dos Enfermeiros e Profissionais de Saúde, Região de Braga, realizou-se no dia 15 de Setembro, das 10:00 às 13:00 horas, no Campo de Férias da Legião de Maria – Apúlia, a acção de formação “ Cuidados Paliativos”, tema relevante e de inegável actualidade para a sociedade e a profissão de enfermagem. Foi prelectora a Enfermeira Margarida Vieira, Presidente Nacional da ACEPS, professora da Universidade Católica Portuguesa e coordenadora nacional da área de Enfermagem, que inclui a Licenciatura, Mestrados e Doutoramento, da mesma Universidade.

 

Esta formação contou com a presença de 37 participantes, sendo enfermeiros oriundos do Distrito de Braga, Viana do Castelo, Porto e Aveiro, provenientes das áreas da gestão e da prestação de cuidados primários e diferenciados bem como docentes de enfermagem. A experiência profissional dos participantes era muito diversificada, indo de enfermeiros recém-formados a enfermeiros aposentados que continuam a desenvolver a sua prática nas paróquias e comunidade. Contou ainda com alguns alunos de enfermagem e uma mestranda em Psicologia Clínica e da Saúde, na UCP, Braga.2007 09 14 Apulia 004 thumb

A Prof. Doutora Margarida Vieira salientou o dilema do tratar ou prolongar o tempo de morrer, resultante da tentação permanente da medicalização, e lembrou que os enfermeiros devem ter a “ambição” permanente de querer ajudar as pessoas e suas famílias, pois aí reside o desafio dos cuidados de enfermagem e de toda uma equipa de saúde interdisciplinar. Uma vez que a medicalização está sujeita a um protocolo que é fácil de cumprir e o ajudar está em função da imprevisibilidade das necessidades humanas de ordem física, psicológica e espiritual, é a este nível que necessitamos de centralizar a actuação visando a qualidade de vida neste processo paliativo.

Face ao questionamento de como podemos difundir e implementar cada vez mais uma resposta efectiva que diminua o sofrimento de doentes em fim de vida e dos seus familiares, a prelectora realçou que os enfermeiros devem ter compaixão, ser competentes e de uma forma intencional planear os cuidados paliativos para que a pessoa, na sua dignidade e no exercício da autonomia, desenvolva o seu projecto de vida.

Durante a acção de formação houve oportunidade de diálogo com os participantes e a partilha de experiências acerca da filosofia que deve estar subjacente ao todo o cuidado paliativo.